Free Hand or Free Mind

sábado, janeiro 24, 2009

Mais um livro...

Sinceramente sinto-me muito contente ao fim de cada livro lido... Creio ser um certo orgulho bom, por ter dedicado algum tempo para aumentar meus laços culturais, criar novos links de idéias, palavras e momentos.

Acabei de ler hoje "Os Filhos de Anansi" (Anansi Boys) de Neil Gaiman. Já conhecia o autor pela fama de Sandman, do qual li apenas um volume da edição capa dura brasileira. Apesar de ser muito pouco para falar do autor e de sua obra, vou dar minhas primeiras impressões.

Gaiman usa um estilo interessante de criar tramas: parte de peças já existentes (como de Anansi - Deus da cultura Afro-americana) e com seu jeito leve, costura o fantástico e o dia-a-dia em estórias cheias de 'pontos-de-escape' - entenda-se por isso, conexões com filosofias, opiniões, etc.

Sobre o livro em específico, gostei das pitadas de humor do autor, e o enredo é simplesmente de 'conto de fadas'. Uma literatura fantástica para adultos, que daria um filme de 3 horas 'facinho', pois é muito denso. Confesso que em alguns momentos me senti casando, pois a coisa ficava emperrada em alguma explicação, mas que tornava-se importante para a criação do universo do livro. Diria que não é um livro muito sério, até porque Anansi é um deus, digamos, palhaço e seus filhos seguem a linha pilantrona do pai.

Gosto de autores que desafiam o mesmismo, e apesar de não parecerem, coloco aqui o nome de Chuck Palahniuk, que criou o fabuloso Fight Club (que quem sabe, depois de ler pela terceira vez, eu venha fazer algum comentário). Certamente, Neil Gaiman continuará na minha lista de leitura, até porque, já pré-reservei minha coleção de Sandman na Comic House - loja especializada com um dono-gente-fina em João Pessoa.

Abraços... (e "Desligue esta televisão e vá ler alguma coisa!" by MTV) =D

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quarta-feira, janeiro 21, 2009

Californication S02

Ohhhh shit! Como eu sou uma pequena mocinha donzela e inocente esperando pelo final feliz de tudo.

Sim, sim. Confesso que reclamei em algum momento sobre a segunda temporada de Californication, mas estou há 2 horas (na verdade ontem a noite) sem conseguir parar entre um episódio e outro! Estou prestes a ver o último! -> Não... os amigos não poderiam estar separados pela morte... Eu comecei vendo esta porra por causa da fornicação do "CaliFORNICATION"! Mas a verdade é que o drama destes últimos episódios têm me dado um soco atrás do outro! (FUCK N' PUNCHING BABE!)

E ela diz: "Eu consigo sentir sua inquietação Hank!" - e que por isso ele não sabe o que vai ser da vida, e assim não terá como prover a tranquilidade necessária para manter um relacionamento... MERDA! Pois ensina aí como é que se mantem o foco... posso dizer que se fosse fácil eu já tinha conseguido!

That's it... noveleiro todo! EU!

Oh! P.S.: And the Season kind of ended up on "and they're trying to live happy forever" (AGAIN)!

sábado, janeiro 17, 2009

Leitura: Reconhecimento de Padrões - William Gibson

Quem sou eu para fazer uma resenha sobre um livro de William Gibson... Não... Não é bem isso que desejo fazer. Quero apenas contar minha visão da leitura, recomendar o livro, e pronto.

O engraçado é que já havia comprado este livro em inglês, mas ao tentar ler, percebi que meu inglês genérico-tecnológico ainda não estava pronto para uma literatura com tantos termos específicos. Então, sem ter um livro nas mãos (esqueci de pegar algum para viajar) comprei "Reconhecimento de Padrão" em PT-BR, que vem logo com o seguinte na capa: "O melhor livro de William Gibson desde que recriou todas as regras em Neuromancer." - e isso foi dito por nada menos que Neil Gaiman, um dos mais badalados autores atuais de novelas gráficas.

Pois bem... Inicialmente não colocaria Neuromancer e Pattern Recognition na mesma frase a não ser que fosse para dizer que são do mesmo autor. Realmente o primeiro (que acaba de completar 25 aninhos) "é o que há" na literatura - digamos - da cibercultura / ciência ficção. É um thriller que deixa o leitor sem fôlego e ainda inspirou várias idéias de nada mais nada menos que a trilogia Matrix.

Em segundo lugar, a estória do segundo livro passa-se no presente, sem tirar nem pôr. A trama é interessante e tece sobre uma especialista em marcas - capaz de avaliar o futuro de certas tendências comerciais - que é contratada para descobrir a fonte criadora de fragmentos de vídeos que se tornaram o hipe na Web. A questão que mais me decepcionou no livro é a seguinte: não consegui me sentir bombardeado com a "ação" da estória. Em vários momentos a personagem principal passa por situações de drama ou adrenalina, mas não consegui sentir isso.

Por fim, sem ser porra nenhuma, apenas um leitor do gênero, afirmo que li o livro em tempo recorde para mim, o que pode significar que os dias de férias estavam uma droga, ou que a trama realmente me pedia para ir mais longe. Isso é especulação, e espero que os leitores do mesmo possam fazer comentários neste post.

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